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Diabetes:
diagnóstico preciso,
tratamento que muda vidas
.

Uma das condições crônicas mais prevalentes do Brasil, e uma das mais tratáveis quando acompanhada por um endocrinologista experiente. Entenda a doença, seus tipos e como tratamos na Clínica Hórus.

/ 01   Visão geral

O que é o diabetes e por que ele precisa de atenção especializada?

O diabetes mellitus é uma doença crônica caracterizada pelo aumento persistente da glicose no sangue, a hiperglicemia , decorrente de defeitos na produção de insulina, na sua ação, ou em ambos os mecanismos. A insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas responsável por transportar a glicose dos alimentos para dentro das células, onde ela é convertida em energia.

Quando esse processo falha, o açúcar se acumula na corrente sanguínea e, ao longo do tempo, provoca danos silenciosos a vasos sanguíneos, nervos, rins, coração e olhos. O risco não está apenas no diagnóstico em si, mas na progressão descontrolada da doença, frequentemente assintomática nos estágios iniciais.

O endocrinologista é o especialista mais indicado para conduzir o diagnóstico diferencial entre os tipos de diabetes, identificar comorbidades associadas, avaliar a composição corporal do paciente e construir um plano terapêutico verdadeiramente individualizado. Não existe protocolo único: cada paciente tem sua história, seus fatores de risco e seu contexto de vida.

16,8M brasileiros vivem com diabetes, o país tem o 5.º maior número de casos do mundo
70% dos pacientes com diabetes tipo 2 não têm controle glicêmico adequado
50% dos casos de diabetes tipo 2 podem ser prevenidos ou revertidos com mudanças no estilo de vida
2–3× maior risco de infarto e AVC em pacientes com diabetes sem tratamento adequado
/ 02   Tipos de diabetes

Diferentes origens,
abordagens distintas.

Tipo 1

Diabetes Tipo 1

Doença autoimune em que o sistema imune destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. O resultado é a ausência total ou quase total de insulina, tornando a insulinoterapia essencial para a sobrevivência. Pode surgir em qualquer idade, mas é mais frequente na infância e adolescência. Representa cerca de 10% dos casos de diabetes.

Tipo 2

Diabetes Tipo 2

A forma mais prevalente, responsável por 90 a 95% dos diagnósticos. Caracteriza-se pela resistência progressiva das células à ação da insulina e, com o tempo, pela queda na sua produção. Está fortemente associada a obesidade, sedentarismo, genética e alterações metabólicas. É tratável com medicação oral, injetáveis modernos e mudanças de estilo de vida, muitas vezes levando à remissão parcial ou total.

Gestacional

Diabetes Gestacional

Ocorre durante a gravidez em mulheres que não tinham diabetes antes da concepção. Os hormônios placentários podem reduzir a sensibilidade à insulina, levando à hiperglicemia. Representa risco para a mãe e para o bebê, incluindo macrossomia, parto prematuro e pré-eclâmpsia, e exige controle rigoroso durante toda a gestação. Mulheres com esse histórico têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro.

Pré-Diabetes

Pré-Diabetes

Estado em que os níveis glicêmicos estão acima do normal, mas ainda abaixo do limiar diagnóstico do diabetes tipo 2. É uma janela crítica de oportunidade: com intervenção precoce, alimentação, atividade física e, quando indicado, medicação , é possível normalizar a glicose e evitar a progressão. Estima-se que mais de 30 milhões de brasileiros estejam nessa condição, muitos sem saber.

/ 03   Sinais e sintomas

Reconhecer os sinais
faz toda a diferença.

Sintomas clássicos

  • Sede excessiva e boca seca persistente
  • Urinação frequente, especialmente à noite
  • Cansaço e fraqueza sem causa aparente
  • Fome intensa mesmo após as refeições
  • Perda de peso involuntária (mais comum no tipo 1)
  • Visão turva ou embaçada
  • Cicatrização lenta de feridas e cortes
  • Infecções frequentes de pele, gengiva ou urina

Sinais de complicações em progressão

  • Formigamento, dormência ou queimação nos pés e mãos (neuropatia)
  • Dor nas pernas ao caminhar ou em repouso
  • Alterações na visão com manchas ou pontos escuros (retinopatia)
  • Pressão alta associada a inchaço nos tornozelos
  • Diminuição da sensibilidade nos pés
  • Disfunção erétil em homens
  • Alterações de humor, irritabilidade e dificuldade de concentração
  • Náusea, vômito ou dor abdominal (sinal de cetoacidose, emergência)
/ 04   Acompanhamento na Clínica Hórus

Como a Dra. Luciana Penno
trata o diabetes.

Dra. Luciana Penno
Endocrinologista responsável Dra. Luciana Penno

O acompanhamento do paciente diabético na Clínica Hórus é longitudinal, criterioso e personalizado. Não existe um protocolo genérico: cada paciente traz uma história clínica única, um contexto de vida próprio e necessidades específicas. A abordagem começa por compreender tudo isso antes de qualquer prescrição.

A Dra. Luciana Penno realiza anamnese aprofundada, análise completa do histórico familiar, avaliação dos exames laboratoriais e, de forma diferencial, avalia a composição corporal do paciente com o InBody 270s, um dispositivo de bioimpedância de precisão clínica que quantifica massa muscular, gordura visceral, água corporal e muito mais. Esses dados transformam a condução do tratamento, especialmente no diabetes tipo 2.

  • Anamnese completa e revisão do histórico clínico e familiar
  • Avaliação laboratorial: glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c), curva glicêmica e insulinemia
  • Avaliação da composição corporal com InBody 270s (massa muscular, gordura visceral, taxa de gordura)
  • Investigação de comorbidades: dislipidemia, hipertensão, esteatose hepática, doença renal
  • Plano terapêutico individualizado: dieta, atividade física, medicação oral ou injetável
  • Acompanhamento da insulinoterapia quando indicada, com ajustes periódicos
  • Monitoramento contínuo com retornos programados e orientações atualizadas
  • Orientação sobre automonitorização glicêmica e uso de dispositivos de monitoramento contínuo
/ 05   Quando buscar avaliação

Não espere os sintomas
se agravarem.

Procure avaliação se você tem

  • Histórico familiar de diabetes tipo 2
  • Diagnóstico de pré-diabetes ou glicemia de jejum alterada
  • Sobrepeso ou obesidade, especialmente com gordura abdominal
  • Histórico de diabetes gestacional em gestações anteriores
  • Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
  • Pressão arterial elevada ou colesterol alterado

Ou se você já tem diabetes e sente

  • Dificuldade de controlar a glicose mesmo seguindo o tratamento
  • Hipoglicemias frequentes ou de difícil correção
  • Formigamento ou perda de sensibilidade nos pés
  • Perda ou ganho de peso sem explicação
  • Cansaço excessivo que não melhora com repouso
  • Alterações visuais, renais ou cardiovasculares recentes
/ 06   Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre
diabetes.

Em muitos casos, sim. Estudos robustos mostram que pacientes com diabetes tipo 2 diagnosticado há menos de 10 anos podem atingir remissão, ou seja, manter glicemia e hemoglobina glicada normais sem medicação, por meio de perda de peso expressiva, reeducação alimentar e aumento da atividade física. Isso não significa cura definitiva, mas é uma mudança significativa no curso da doença. O acompanhamento com endocrinologista é fundamental para avaliar se essa possibilidade se aplica ao seu caso e para conduzir o processo com segurança.

Não necessariamente. A dieta do paciente diabético deve ser individualizada, equilibrada e sustentável. Restrições extremas costumam ser difíceis de manter a longo prazo e podem gerar outros problemas metabólicos. O que muda é a qualidade e a quantidade dos carboidratos, priorizando fontes de menor índice glicêmico, respeitando as porções e distribuindo melhor as refeições ao longo do dia. O endocrinologista orienta essas escolhas em conjunto com o nutricionista.

Não. O diabetes tipo 1 exige insulina por toda a vida, pois o pâncreas não a produz mais. Já no diabetes tipo 2, a insulina só é necessária quando os demais tratamentos, mudanças no estilo de vida e medicação oral ou injetável, não são suficientes para manter a glicose controlada, ou em situações clínicas específicas como cirurgias, infecções graves e gestação. A decisão é sempre individualizada e baseada nos exames, na evolução do paciente e na sua condição geral.

A frequência depende do tipo de diabetes, do nível de controle glicêmico e da estabilidade do tratamento. Em geral, pacientes com diabetes tipo 1 ou com controle inadequado consultam a cada 1 a 3 meses. Já aqueles com diabetes tipo 2 bem controlado podem fazer acompanhamento a cada 3 a 6 meses. Além das consultas, a hemoglobina glicada (HbA1c) deve ser dosada a cada 3 meses até a estabilização, e a cada 6 meses quando o controle está satisfatório.

O diabetes tipo 1 não tem cura com os tratamentos disponíveis atualmente, a insulinoterapia é necessária por toda a vida. O diabetes tipo 2 pode entrar em remissão (glicemia normal sem medicação) com perda de peso e mudanças de estilo de vida, mas não é considerado curado: a predisposição permanece. O diabetes gestacional costuma resolver-se após o parto, mas a mulher deve continuar em acompanhamento, pois o risco de desenvolver diabetes tipo 2 é significativo ao longo da vida.

O histórico familiar aumenta o risco, mas não determina o diagnóstico. No diabetes tipo 2, a predisposição genética precisa ser "ativada" por fatores ambientais e de estilo de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada e ganho de peso. Isso significa que filhos de pais diabéticos têm maior risco, mas não é inevitável. Identificar esse risco precocemente e adotar hábitos saudáveis pode postergar ou impedir o aparecimento da doença.

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