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Menopausa:
uma nova fase
com suporte especializado
.

A menopausa é um processo fisiológico natural, mas seus sintomas podem comprometer profundamente a qualidade de vida. Com acompanhamento correto, é possível atravessar essa fase com saúde e bem-estar.

/ 01   Visão geral

O que é a menopausa e o que ela representa para a saúde?

A menopausa é definida como a cessação definitiva dos ciclos menstruais, confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação. Ocorre em média entre 45 e 55 anos no Brasil e marca o fim da capacidade reprodutiva da mulher, resultado da depleção natural dos folículos ovarianos e da queda progressiva dos níveis de estrogênio e progesterona.

A transição para a menopausa, chamada de perimenopausa, pode durar de 2 a 10 anos antes do último ciclo. Nessa fase, as oscilações hormonais já produzem sintomas significativos: irregularidade menstrual, ondas de calor, alterações do sono e do humor. A queda do estrogênio impacta o metabolismo ósseo, cardiovascular, cognitivo e urogenital de formas que se manifestam ao longo dos anos seguintes.

A menopausa precoce, antes dos 40 anos, é uma condição mais grave, chamada Insuficiência Ovariana Prematura (POI), que exige avaliação e acompanhamento especializado com maior urgência, dada a exposição prolongada à deficiência estrogênica.

45–55 anos, faixa de idade da menopausa natural; a média no Brasil é aos 51 anos
80% das mulheres em perimenopausa relatam ondas de calor e suores noturnos
30% das mulheres na pós-menopausa sem tratamento desenvolvem osteoporose
maior risco cardiovascular após a menopausa, o estrogênio protegia as artérias
/ 02   Fases da transição

Do ciclo irregular
à pós-menopausa.

Perimenopausa

Transição Hormonal

Fase de oscilação hormonal com ciclos irregulares, início das ondas de calor e alterações do sono. Pode durar anos. Os níveis de FSH começam a subir enquanto o estrogênio flutua de forma imprevisível, gerando os sintomas mais intensos da transição.

Menopausa

Último Ciclo Menstrual

Confirmada após 12 meses sem menstruação. O ovário cessa a produção folicular e os hormônios sexuais estabilizam em níveis baixos. É o marco clínico, mas os sintomas já costumam estar presentes há meses ou anos.

Pós-Menopausa

Fase Pós-Menopausa

A fase mais longa, pode durar décadas. Os riscos de osteoporose, doenças cardiovasculares e alterações cognitivas se acentuam. O acompanhamento preventivo e, quando indicado, o tratamento hormonal, são fundamentais nessa fase.

Precoce (POI)

Menopausa Precoce

Insuficiência Ovariana Prematura, ocorre antes dos 40 anos. Causa mais rara, pode ser autoimune, genética ou iatrogênica (cirurgia, quimioterapia). Exige avaliação especializada urgente e terapia hormonal mais agressiva pela exposição prolongada à deficiência estrogênica.

/ 03   Sinais e sintomas

O que a queda do estrogênio
provoca no corpo.

Sintomas vasomotores e do sono

  • Ondas de calor intensas e frequentes (fogachos)
  • Suores noturnos que perturbam o sono
  • Insônia e fragmentação do sono
  • Palpitações e sensação de calor generalizado
  • Fadiga intensa mesmo após descanso
  • Dificuldade de concentração e memória (névoa mental)

Sintomas genitais, ósseos e metabólicos

  • Ressecamento vaginal e desconforto nas relações (dispareunia)
  • Redução da libido
  • Ganho de peso, especialmente abdominal
  • Dor nas articulações e músculos
  • Humor instável, irritabilidade e ansiedade
  • Perda óssea acelerada, risco de osteoporose
/ 04   Acompanhamento na Clínica Hórus

Como a Dra. Luciana Penno
acompanha a menopausa.

Dra. Luciana Penno
Endocrinologista responsável Dra. Luciana Penno

O acompanhamento da menopausa na Clínica Hórus é personalizado e baseado na avaliação completa do estado hormonal, metabólico e ósseo da paciente. A terapia hormonal, quando indicada, é discutida com base em evidências científicas atualizadas, considerando o perfil de risco individual de cada mulher e seus objetivos de qualidade de vida.

Além do tratamento hormonal, a abordagem inclui avaliação da composição corporal com InBody 270s, monitoramento da saúde cardiovascular e óssea e orientações personalizadas de estilo de vida. Não existe uma abordagem única, o plano é construído para cada mulher.

  • Avaliação hormonal: FSH, LH, estradiol, progesterona, testosterona e DHEA-S
  • Densitometria óssea para avaliação do risco de osteoporose
  • Composição corporal com InBody 270s: gordura visceral, massa muscular, metabolismo basal
  • Avaliação cardiovascular: lipídios, glicemia, pressão arterial e composição corporal
  • Terapia hormonal quando indicada: oral, transdérmica ou vaginal (estrogênio e/ou progesterona)
  • Alternativas não hormonais para casos com contraindicação à TH
  • Suplementação de cálcio, vitamina D e outros micronutrientes quando necessário
  • Acompanhamento longitudinal com revisões periódicas e ajustes do plano terapêutico
/ 05   Quando buscar avaliação

Não normalize
o sofrimento.

Procure avaliação se você tem

  • Ondas de calor que interferem no trabalho ou no sono
  • Irregularidade menstrual após os 40 anos
  • Cessação da menstruação antes dos 40 anos
  • Desconforto nas relações sexuais ou ressecamento vaginal
  • Insônia, ansiedade ou irritabilidade intensa
  • Ganho de peso abdominal sem explicação

Monitorar regularmente após a menopausa

  • Densitometria óssea, risco de osteoporose
  • Lipídios e glicemia, risco cardiovascular aumenta
  • Pressão arterial, hipertensão é mais frequente
  • Composição corporal, o metabolismo muda
  • Saúde urogenital, atrofia vaginal é tratável
  • Humor e cognição, menopausa pode precipitar depressão
/ 06   Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre
menopausa.

Para a maioria das mulheres saudáveis que iniciam a terapia hormonal (TH) antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos após a menopausa, os benefícios superam os riscos. As evidências científicas mais recentes mostram que a TH com estrogênio transdérmico e progesterona natural não aumenta significativamente o risco de trombose ou câncer de mama, ao contrário de formulações antigas. O perfil de risco é avaliado individualmente pela endocrinologista.

Não existe obrigação, mas sofrimento desnecessário tampouco. Se os sintomas impactam sua qualidade de vida (sono, trabalho, relacionamento, humor), tratar é a escolha mais sensata. Além do alívio sintomático, a TH tem efeitos preventivos documentados: reduz o risco de osteoporose, melhora o perfil cardiovascular quando iniciada no período adequado e protege a saúde cognitiva. Sofrimento silencioso não é sinal de força.

A menopausa em si não aumenta o peso total, mas redistribui a gordura para a região abdominal, mesmo sem mudança na alimentação. Isso ocorre pela queda do estrogênio, que altera o padrão de depósito de gordura. O metabolismo basal também reduz. Esses fatores juntos favorecem o ganho de peso abdominal. A terapia hormonal, associada a alimentação adequada e exercício, pode atenuar essa redistribuição.

O acompanhamento pós-menopausa inclui: dosagem hormonal (FSH, estradiol, testosterona), painel metabólico completo (glicemia, insulina, lipídios, função renal e hepática), densitometria óssea (a cada 1 a 2 anos dependendo do risco), avaliação cardiovascular e composição corporal. O ginecologista realiza citologia oncótica e avaliação mamária. A periodicidade é definida pelo risco individual de cada paciente.

Sim. O estrogênio tem efeito protetor sobre o sistema cardiovascular: reduz o LDL, eleva o HDL, melhora a função do endotélio vascular e tem ação antiinflamatória. Com a queda do estrogênio na menopausa, o risco cardiovascular aumenta progressivamente, tornando-se comparável ao risco masculino após a sexta e sétima décadas. Monitorar o perfil lipídico, a pressão arterial e a composição corporal é parte essencial do acompanhamento pós-menopausa.

Não existe um tempo fixo, depende dos sintomas, dos objetivos e do perfil de risco de cada paciente. Muitas mulheres usam a TH por 5 a 10 anos com benefício e segurança. A decisão de continuar ou suspender é sempre compartilhada com a endocrinologista, com base em revisões periódicas. O que se sabe é que suspenções abruptas podem ser desnecessárias, a descontinuação gradual, quando necessária, é melhor tolerada.

/ Próximo passo

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