Início / Doenças / Dislipidemia

Dislipidemia:
colesterol controlado,
coração protegido
.

A dislipidemia é o principal fator de risco cardiovascular modificável, e uma das condições mais silenciosas. Sem sintomas, sem aviso. Entenda como identificar e tratar com segurança.

/ 01   Visão geral

O que é a dislipidemia e por que ela é tão perigosa?

A dislipidemia é definida como a alteração nos níveis de lipídios no sangue: colesterol LDL elevado ("colesterol ruim"), HDL reduzido ("colesterol bom"), triglicerídeos aumentados, ou combinações desses achados. Sozinha, raramente causa sintomas, por isso é chamada de "assassina silenciosa". Sua principal consequência é o acúmulo de placas de gordura nas artérias (aterosclerose), que estreita os vasos e aumenta o risco de infarto e AVC.

Estima-se que 60% dos adultos brasileiros tenham alguma alteração nos lipídios sanguíneos, e a maioria desconhece. O diagnóstico é feito por um simples exame de sangue, o perfil lipídico , mas a interpretação e o tratamento precisam considerar o risco cardiovascular global do paciente, não apenas os números isolados.

O endocrinologista investiga as causas da dislipidemia, incluindo fatores hormonais, metabólicos e genéticos , avalia o risco cardiovascular individual e elabora um plano terapêutico que vai além da estatina: alimentação, atividade física, controle de comorbidades e, quando indicado, farmacoterapia.

60% dos adultos brasileiros têm alguma alteração nos lipídios, a maioria sem saber
1.º fator a dislipidemia é o principal fator de risco cardiovascular modificável no mundo
maior risco de infarto em pacientes com LDL acima de 190 mg/dL sem tratamento
80% dos eventos cardíacos poderiam ser evitados com tratamento adequado da dislipidemia
/ 02   Tipos de dislipidemia

Quatro formas,
um mesmo risco.

LDL elevado

Hipercolesterolemia Isolada

Colesterol LDL acima dos valores-alvo para o perfil de risco do paciente. Principal fator para aterosclerose coronariana. A meta de LDL varia com o risco cardiovascular global: pacientes de alto risco precisam de LDL muito mais baixo do que pacientes de baixo risco.

Triglicerídeos

Hipertrigliceridemia Isolada

Triglicerídeos acima de 150 mg/dL. Associada à obesidade, diabetes, resistência insulínica e consumo excessivo de álcool e carboidratos refinados. Em valores muito elevados (acima de 500 mg/dL), há risco de pancreatite aguda, emergência médica.

Mista

Hiperlipidemia Mista

LDL e triglicerídeos elevados simultaneamente. Representa o perfil lipídico mais comum na prática clínica, frequentemente associado à síndrome metabólica, resistência insulínica e dieta rica em gorduras saturadas e açúcar.

HDL baixo

HDL Reduzido

HDL abaixo de 40 mg/dL (homens) ou 50 mg/dL (mulheres). O HDL remove colesterol das artérias, sua redução aumenta o risco aterosclerótico independentemente do LDL. Sedentarismo, tabagismo e obesidade abdominal são as principais causas modificáveis.

/ 03   Manifestações e riscos

Silenciosa nos lipídios,
ruidosa nas artérias.

Sinais clínicos (raros, mas presentes)

  • A dislipidemia é frequentemente assintomática
  • Xantomas: depósitos de gordura na pele (cotovelos, joelhos, tendões)
  • Xantelasmas: manchas amareladas nas pálpebras superiores
  • Arco corneal (anel cinza ao redor da íris em adultos jovens)
  • Dor abdominal severa em crises de hipertrigliceridemia grave
  • Pancreatite aguda quando triglicerídeos ultrapassam 500 mg/dL

Consequências cardiovasculares

  • Aterosclerose, acúmulo progressivo de placas nas artérias
  • Angina e infarto agudo do miocárdio
  • AVC isquêmico, bloqueio de artérias cerebrais
  • Doença arterial periférica, dor nas pernas ao caminhar
  • Disfunção erétil de causa vascular
  • Insuficiência renal crônica por comprometimento vascular
/ 04   Acompanhamento na Clínica Hórus

Como a Dra. Luciana Penno
trata a dislipidemia.

Dra. Luciana Penno
Endocrinologista responsável Dra. Luciana Penno

O tratamento da dislipidemia começa pela estratificação do risco cardiovascular global do paciente, e não apenas pelo número isolado do LDL. A meta de LDL a ser atingida depende do risco de infarto e AVC nos próximos 10 anos, calculado por ferramentas validadas que consideram idade, pressão, diabetes, tabagismo e histórico familiar.

A avaliação inclui a investigação de causas secundárias, como hipotireoidismo, diabetes, síndrome metabólica e uso de medicamentos , pois tratar a causa raiz frequentemente melhora o perfil lipídico sem necessidade de medicação adicional.

  • Perfil lipídico completo: colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos e não-HDL
  • Estratificação do risco cardiovascular global (Escore de Risco Brasileiro, PCR-us, Lp(a))
  • Investigação de causas secundárias: tireoide, glicemia, insulina, função hepática e renal
  • Orientação alimentar com foco em gorduras saturadas, carboidratos e fibras
  • Prescrição e ajuste de estatinas (rosuvastatina, atorvastatina) quando indicado
  • Medicamentos adicionais para triglicerídeos: fibratos, ômega-3 em doses farmacológicas
  • Inibidores de PCSK9 em casos de hipercolesterolemia familiar ou LDL muito resistente
  • Monitoramento periódico do perfil lipídico e dos marcadores hepáticos e musculares
/ 05   Quando buscar avaliação

Não espere o infarto
para tratar o colesterol.

Procure avaliação se você tem

  • LDL acima de 130 mg/dL com fatores de risco cardiovascular
  • Triglicerídeos acima de 200 mg/dL
  • Histórico familiar de infarto precoce (antes dos 55 anos)
  • Hipercolesterolemia familiar diagnosticada
  • Diabetes, hipertensão ou síndrome metabólica associada
  • Intolerância a estatinas previamente prescritas

Rastreamento recomendado

  • Perfil lipídico a partir dos 35 anos (homens) e 45 anos (mulheres)
  • A partir dos 20 anos com histórico familiar positivo
  • Em qualquer idade com obesidade, diabetes ou hipertensão
  • Na pós-menopausa, o estrogênio protegia o perfil lipídico
  • Antes de iniciar ou ajustar tratamento para outras condições
  • Anualmente em pacientes com dislipidemia em tratamento
/ 06   Perguntas frequentes

Dúvidas comuns sobre
dislipidemia.

Não. A alimentação influencia, mas até 80% do colesterol é produzido pelo próprio fígado, independentemente da dieta. Fatores genéticos, hormonais (hipotireoidismo, menopausa), metabólicos (resistência insulínica, diabetes) e o uso de alguns medicamentos (corticoides, betabloqueadores) também elevam o colesterol significativamente. Por isso, é possível ter LDL muito alto mesmo com alimentação impecável, e o contrário também existe.

Não existe um único valor ideal, a meta de LDL depende do risco cardiovascular global do paciente. Para pacientes de alto risco (diabéticos com doença cardiovascular, por exemplo), a meta é LDL abaixo de 50 mg/dL. Para baixo risco, abaixo de 130 mg/dL pode ser suficiente. O HDL deve ser acima de 40 mg/dL (homens) e 50 mg/dL (mulheres). Triglicerídeos ideais estão abaixo de 150 mg/dL. O endocrinologista define a meta individualmente.

As estatinas são um dos medicamentos mais estudados da história, com décadas de dados e milhões de pacientes. A grande maioria tolera bem. O efeito colateral mais relatado é dor muscular, que ocorre em cerca de 5 a 10% dos casos e geralmente resolve com ajuste de dose ou troca da estatina. O risco de lesão muscular grave (rabdomiólise) é muito raro. O benefício cardiovascular comprovado supera amplamente os riscos na maioria dos pacientes que têm indicação real.

Sim, e com dois mecanismos diferentes. Em valores moderadamente elevados (150 a 500 mg/dL), os triglicerídeos aumentam o risco cardiovascular, especialmente em combinação com LDL elevado e HDL baixo. Em valores muito altos (acima de 500 mg/dL), há risco real de pancreatite aguda, uma emergência médica grave. Os triglicerídeos respondem bem a mudanças alimentares: redução de açúcar, álcool e carboidratos refinados.

Sim. A hipercolesterolemia familiar (HF) é uma das doenças genéticas mais comuns, afeta 1 em cada 200 a 300 pessoas. Quem tem HF produz LDL excessivamente alto desde o nascimento, independentemente da dieta. O diagnóstico precoce é fundamental: pacientes com HF não tratada têm risco de infarto antes dos 50 anos. Se há histórico familiar de colesterol muito alto ou de infarto precoce, a avaliação com endocrinologista é essencial.

Para adultos saudáveis sem fatores de risco, o perfil lipídico pode ser realizado a cada 3 a 5 anos. Em pacientes em tratamento para dislipidemia, a repetição deve ser feita 4 a 8 semanas após o início ou ajuste do medicamento e, quando estável, a cada 6 a 12 meses. Em pacientes com doença cardiovascular estabelecida ou risco muito alto, revisões mais frequentes podem ser necessárias. Sempre com interpretação médica, o número isolado não é suficiente.

/ Próximo passo

Pronto para iniciar
seu acompanhamento?

WhatsApp · (47) 99141 5252 Atendimento exclusivamente particular
Agendar pelo WhatsApp